equipe finalizei contabilidade · sorriso, mato grosso
Tem uma conta que decide se a sua clínica paga 6% ou 15,5% de imposto sobre o faturamento. Ela se chama fator r, e muita clínica vive no anexo errado sem saber.
É a relação entre a folha de pagamento e a receita bruta, sempre dos últimos doze meses:
O que entra na folha pra essa conta: salário, pró-labore, FGTS e a contribuição previdenciária patronal. O que não entra: pagamento a pessoa jurídica, mesmo quando é profissional que atende na clínica.
| anexo | alíquota inicial |
|---|---|
| anexo III | 6,00% |
| anexo V | 15,50% |
Alíquotas da primeira faixa, LC 123/2006, anexos III e V. A alíquota efetiva sobe com o faturamento acumulado.
Numa clínica que fatura R$ 40.000,00 por mês, a diferença entre um anexo e outro passa de R$ 3.800,00 por mês na primeira faixa. Em um ano, isso é mais que o custo de um funcionário.
Esse é o detalhe que pega quase todo mundo: o cálculo é mensal e olha sempre os doze meses anteriores. Não é uma escolha que você faz uma vez e fica valendo.
A clínica que fatura muito bem em um mês, sem aumentar a folha, derruba o percentual. E se ficar abaixo de 28%, aquele mês é tributado pelo anexo V, mesmo que nos anteriores estivesse no III.
Às vezes sim, às vezes não. Subir o pró-labore aumenta a folha e ajuda o fator r, mas também aumenta o INSS do sócio (11% até o teto) e pode jogar o imposto de renda pessoa física pra faixa de 27,5%.
Existe um ponto em que a economia do anexo III compensa o custo do pró-labore maior, e existe um ponto em que não compensa. Isso é conta, não regra de bolso. Qualquer um que diga "aumenta o pró-labore que resolve" sem olhar o seu número está chutando.
Clínica atendida por escritório que trata saúde como serviço genérico, jogada no anexo V por padrão, sem ninguém nunca ter calculado o fator r. O imposto pago a mais raramente volta, então cada mês que passa é dinheiro que não se recupera.
Você precisa de dois números: o total faturado nos últimos doze meses e o total da folha no mesmo período, incluindo pró-labore, FGTS e INSS patronal. Divide um pelo outro e compara com 28%.
Se der perto do corte, vale acompanhar todo mês. Se der bem abaixo, vale simular o cenário com pró-labore ajustado antes de aceitar o anexo V como destino.
manda no zap que a gente responde no mesmo dia útil. e se virar pergunta comum, vira texto aqui também.